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O Grande mercado mundial da genética e insumos
Por Gerson Simão
Hoje a tecnologia nacional de produção de carne e leite a pasto utilizando o zebu é um dos maiores patrimônios da pecuária nacional. Desenvolvido pelas empresas e criadores através de décadas inteiras de experimentos, processos de seleção, técnicas de manejo, novas variedades de pastagens, equipamentos e medicamentos, este know-how é procurado por um grande número de países em busca de sustentabilidade na pecuária, como comprovam os números crescentes de visitantes internacionais recebidos pela ABCZ e empresas do projeto ao longo do ano.
Em 2008 o mercado mundial de produtos da genética alcançou o impressionante número de US$ 6,78 Bilhões, incluído aí sêmen, embriões, animais para reprodução e abate.
O Brasil participa hoje com aproximadamente 8% do total, comercializando aproximadamente US$530 milhões no ano passado.
No mercado de animais vivos, que até 5 anos atrás era praticamente inexistente, o Brasil exportou em 2008 um volume de 398.000 cabeças para abate no Líbano e Venezuela .
Em 2009 teremos mais um importante país comprador com as portas abertas para o gado brasileiro, o Egito. Com compras anuais acima de 100.000 animais, o país vinha sofrendo com a falta do produto para atender à demanda interna, já que o principal exportador, a Austrália, tem praticado preços inviáveis para o mercado egípcio.
Este protocolo foi um esforço da ABCZ/Brazilian Cattle que se iniciou em 2004 com a participação do consórcio na Feira Internacional do Cairo, e através da colaboração da APEX, Agencia de Promoções das Exportações, que permitiu a vinda de 3 missões ao longo de 2005, 2006 e 2007, culminando com o protocolo para exportações pronto em março de 2009. Um projeto de cooperação técnica entre a ABCZ e a Universidade de Alexandria, já apresenta os primeiros frutos em 2009, com o nascimento dos 14 primeiros bezerros resultantes do cruzamento da raça local Baladi com raças zebuínas brasileiras doadas pelas empresas do Brazilian Cattle.Isso irá permitir ao Egito aumentar a produtividade da raça e agregar produtividade ao rebanho.
O mercado exportador de sêmen comercializou em 2008 cerca de US$ 305 milhões, onde EUA, Canadá e Holanda respondem por 85% das vendas. O Brasil é hoje o 8o maior importador de sêmen mundial com US$11,45 Milhões no período.
Somos ainda o 13o país exportador, entretanto o crescimento nos últimos anos foi vertiginoso , aumentando em 13 vezes o volume exportado, passando de 29,5 mil doses em 2002 para 280.000 no ano passado.Nossos maiores compradores são a Colômbia, Venezuela, Bolívia, Paraguai e Equador, mas novos protocolos com a América Central, África e Ásia podem levar estes números à casa das 500.000 doses em pouco tempo.
Animais puros para reprodução é um mercado de US$ 573,43 Milhões, dominado pela Europa com 78% das vendas. O Brasil exportou US$ 22,6 Milhões para países como Angola e Venezuela.Este é o segmento que sofre maior impacto da questão da aftosa, já que limita a exportação de animais apenas a países com status sanitário inferior ao do Brasil.A evolução da erradicação total da doença irá abrir o mercado de maior valor agregado do projeto e que terá impacto muito forte no dia a dia do criador de genética superior, podendo chegar a mais de US$ 100 Milhões em um curto espaço de tempo.
A exportação de embriões é um mercado bastante novo para o Brasil, entretanto já somos referência em termos de técnicas de reprodução, especialmente a FIV. Hoje, empresas do projeto como a Cennate Embriões já exportam serviços através de franquias na Colômbia, México, Costa Rica e Panamá, sendo um formador e capacitador de mão-de-obra especializada para vários países, um aspecto fundamental para garantir que os produtos vendidos tenham sucesso.
Somos hoje os maiores exportadores de sementes de forrageiras do mundo e este mercado seguirá crescendo já que é a base de uma pecuária sustentável.
Nossos produtos veterinários e equipamentos já são exportados para mais de 60 países, demonstrando a qualidade e versatilidade da nossa indústria nacional.
Num mundo de custos de produção em alta, o zebu é a alternativa ideal para produzir carne e leite de maneira eficiente e equilibrada, preservando a natureza e o equilíbrio ambiental.
Não haverá nesta nova ordem econômica mundial espaço para o desperdício de recursos, subsídios aviltantes e produção insustentável.
É impossível não ser otimista ao perceber o quanto já caminhamos, o imenso mercado que se abre para estes segmentos e tendo a certeza que temos o produto certo para uma nova pecuária sustentável.
É chegado o momento do uso racional da genética, adaptada ao ambiente local, que respeite a fisiologia e bem estar animal e que garanta ao produtor uma remuneração adequada e com produtos garantidos do ponto de vista da biosegurança.
